quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Meu blog ainda existe?

 Caramba, é muito estranho estar aqui. Eu li meus textos antigos e parece que foram escritos por outra pessoa. Tanta coisa politicamente incorreta, erros de português que eu podia jurar que já não cometia na época (eu comecei esse blog para praticar a redação para o ENEM). 

Por outro lado, eu tinha uma escrita que soava muito mais espontânea... tudo bem, o preço disso é que eu falava muita merda. Mas tinha uma vivacidade interessantíssima nela. Eu literalmente me sinto um velho quando eu vejo a diferença entre o meu estilo no início do blog e agora.

Old Wise Man Fantasy, Wise Men HD wallpaper | Pxfuel
Este sou eu agora

Agora, é de valor inestimável ter esse registros do inicio da minha vida adulta. Tem muita coisa que passava na minha cabeça que eu não lembrava e estou vendo agora com os textos. As vezes eu tinha a impressão de que minha vida era mais leve no passado, mas agora vejo que não. Pode soar um pouco bobo, mas eu me sinto até um pouco emocionado de ver como as coisas na minha vida foram se encaixando.

Tem muito texto que eu não publiquei, eles ficaram apenas como rascunho, então talvez eu referencie algo que não está disponível.


Fim do ensino médio e início da faculdade

Nessa época, eu consigo ver meu interesse em compreender o mundo a minha volta, principalmente as minhas ações. Naquela época eu comecei a me incomodar com o tempo que eu perdia com entretenimento, em vez de "viver a vida". Eu sentia que estava desperdiçando a minha vida e me sentia pressionado a sair para festas como um jovem normal.

Era uma posição bem complicada de estar, porque eu queria genuinamente sair do quarto e fazer alguma coisa diferente na minha vida, mas ao mesmo tempo a solução que eu enxergava (ir para festas) não me agradavam. Então eu sentia um grande conflito porque eu queria gostar dessas coisas, mas não conseguia. Assim, eu me via sem muitas alternativas a ficar no quarto.

Fica uma alfinetada para o meu eu presente, que também passa tempo demais em casa.


Outro tema que eu vi bastante claro nos textos e que hoje é bem secundário, era a minha preocupação em como as pessoas me enxergavam. Em algumas passagens, ficou implícito que o meu maior objetivo na época era "ser foda". Hoje, eu ainda me preocupo com a opinião dos outros, mas é algo muito mais sutil.

Alcoolismo não é charme: James Bond têm grandes problemas com o álcool,  aponta estudo | Hypeness inovação e criatividade para todos
Eu queria ser o 007: desejado e sempre com tudo sob controle

Conforme eu ia amadurecendo as ideias, eu fui percebendo que as coisas que eu buscava, não necessariamente refletiam o que eu realmente queria. Eu estava apenas fazendo o que eu achava que era esperado de mim. Esse era meu processo de individuação (conceito de Jung olha que chique minhas referências) em fase embrionária. Hoje em dia, isso é algo óbvio para mim, mas na época? Eu escolhi meu curso, minhas atividades extracurriculares, a forma de me comportar, todas essas coisas baseado nas expectativas alheias.

Eu queria ser o cara sociável da faculdade, mas não por querer desenvolver uma habilidade específica e sim para ganhar mais "pontos sociais".

Algo que eu achei muito importante e tinha me esquecido era a sensação de ver as crianças na rua e sentir inveja delas. Eu estava lá, morando sozinho, universitário fodão. E por mais que eu gostasse de certas coisas, como a liberdade, eu queria mesmo era ser criança. Assim eu não teria que me preocupar em me destacar socialmente, teria minha família por perto e não precisaria correr atrás de mulher. Acho que faz parte do início da vida adulta esse choque e essa vontade de se agarrar a infância, felizmente deu tudo certo.


Durante o resto da graduação

Durante a graduação eu percebi que eu tinha um desejo que era realmente meu e que me traria bônus social: o intercâmbio. Assim, eu apostei todas as minhas fichas nisso e passei 2016, 2017 e 2018 lutando para conseguir esse intercâmbio.

Eu estava completamente obcecado com isso. Essa era minha oportunidade de viver a minha vida! Até então eu não sentia que vivia minha vida, me sentia estagnado. Sentia também que não tinha nada de interessante para contar às pessoas. As pessoas me olhariam e pensariam: "nossa esse coitado, não curtiu a vida e nem fez um intercâmbio" (como se intercâmbio fosse algo comum aqui).

Eu cheguei ao ponto de ficar com medo de não conseguir o intercâmbio e me matar por conta da decepção. Mas aí, eu não consegui o intercâmbio e sobrevivi.

No ano seguinte, o intercâmbio veio tranquilo, apesar de teoricamente eu não poder mais. De brinde, ainda ganhei uma bolsa para estudar na Hungria, então eu tinha até opções para escolher.

France Country Profile - National Geographic Kids
Et voilà!

Em paralelo à faculdade, eu estava explorando meus hobbies: desenhar e criação de jogos. As duas coisas começaram na escola ainda, mas lá para 2017 elas ganharam um espaço maior na minha vida. Olhando para trás, esses eram os maiores prazeres da minha vida nessa época. Eu saia da faculdade correndo para chegar em casa e trabalhar no meu jogo.


Resultados

Eu criei esse blog em 2013 ou 2014, em 2014 eu fiz 18 anos. Hoje, em 2023, estou prestes a fazer 27. Tem 10 anos que criei esse blog, mais ou menos.

Quando eu me lembro da faculdade, eu me lembro de flashes pontuais, geralmente coisas boas como ouvir música no ônibus voltando para Viçosa, de tardinha, indo para o mercado matar o tempo com os amigos, andar naquela retona, fazer o meu jogo no meu quarto, os almoços no RU, a galera se reunindo para assistir Game of Thrones. O ar de Viçosa em geral. Sabe, de vez em quando eu consigo me livrar de toda a bagunça mental que eu carrego, quando isso acontece eu sinto a brisa, seu cheiro agradável, isso me lembra alguma coisa bacana do passado e eu me sinto em paz. 30 segundos depois eu já estou na faina cotidiana novamente.

Claro que também tinham memórias negativas como: pedra nos rins, ansiedade e pânico, desespero para passar em alguma disciplina, meu intercâmbio negado 2 vezes, o professor cuzão na minha iniciação científica, a solidão vendo as famílias almoçando no domingo...

Mas eu tinha me esquecido de todo o peso mental que eu carregava na época. Eu não sabia se estava fazendo o curso certo, eu não sabia se ia conseguir o intercâmbio, eu não pegava ninguém, eu me sentia um impostor entre meus colegas. Eu pensava em ser artista e ter um Patreon mas isso parecia ser impossível. Ser desenvolvedor de jogos também.


Foi interessante o que aconteceu:

Fiz um intercâmbio, ganhei muito dinheiro. Com o dinheiro comprei um tablet de desenho, com esse  tablet me senti mais motivado a desenhar. Do nada recebi uma proposta para trabalhar como artista para um jogo. Depois disso criei um Patreon de artes furries, que apesar de não ter explodido, até hoje ele está rodando.

Depois disso eu fiquei insatisfeito em ser artista por profissão e decidi estudar para concursos. Hoje eu sou engenheiro da Petrobras e ganho mais do que a minha projeção salarial mais otimista de 2021.


Eu hoje

Eu nem sei dizer o que eu sinto. Talvez gratidão ao meu eu do passado. Isso porque apesar de estar tão confuso, de passar por tantos perrengues, ter tantas dúvidas e inseguranças, tantas decepções, ele continuou seguindo em frente dando o seu melhor.

Hoje em dia, apesar de toda a evolução eu continuo me debatendo. É bem confortante saber que já foi assim no passado e que deu tudo certo.

Eu continuo avaliando minhas ações, hoje tento entender a vida no geral. Eu vejo um padrão em que quando quero algo demasiadamente, eu não consigo. Mas também vejo que a persistência compensa. Vejo que a vida segue caminhos completamente imprevisíveis, mas que de alguma forma eu acabei conseguindo o que queria. Essas informações conflitantes me deixam muito confuso.

Só para registrar, tem uma coisa que eu não consegui.

 

YoshiHeart - Discord Emoji

Amor

Encontrar o amor. Eu tinha a esperança de no meu intercâmbio conhecer uma menina legal da Alemanha que gostasse de mim, igual aconteceu com um conhecido meu que também fez esse intercâmbio.

O que aconteceu? Conheci uma (na verdade 2) menina que era da Alemanha, era bonita e era super legal, gosta da natureza não é viciada em tecnologia e... eu uma amiga nossa em comum me falou que ela gostava de mim!

Mas eu não sentia o mesmo! Como assim?! Não era exatamente isso o que eu queria?!

No ano seguinte eu percebi algo que estava na frente do meu nariz o tempo todo: não gosto também de mulheres mais velhas. Eu gosto apenas de mulheres mais velhas.

Quem sabe, daqui a 10 anos eu não escrevo um texto? Um texto dizendo que encontrei uma mulher morena, divorciada há muito tempo e solteira desde então, com seus 50 e poucos anos. Alguém que ao mesmo que me ama intensamente, também me traz enorme paz. Alguém com quem eu goste de sentar e observar a tarde morna escurecer e se transformar em uma noite serena.

domingo, 9 de maio de 2021

A filosofia de Golden Boy: o anime anticapitalista?

  Golden Boy capa

    Golden Boy é cult. Desconhecido, alta qualidade (ao mesmo tempo que tem conteúdos questionáveis). Nos meus dias mais difíceis, Golden Boy é uma das poucas luzes que permanecem acesas no final do túnel.

    Para onde você está indo? Você está vivendo a vida da forma como gostaria?

    O protagonista se chama Kintaro, 25 anos. Ele abandonou a faculdade mais renomada do Japão após finalizar todo o currículo e agora ele viaja pelo país em sua bicicleta para aprender sobre a vida. Quem em sã consciência faria isso?

    Quem largaria uma faculdade basicamente finalizada junto com a perspectiva de se ter uma carreira "dos sonhos"? Quem faria isso para ficar rodando de bicicleta trabalhando em "sub-empregos" aleatórios?

    Mas não se engane, o anime não tem a pretensão de jogar goela abaixo essa filosofia de largar tudo e deixar a vida te levar. Ele apenas quer contar uma história. A cada episódio (são só uns 6 falando nisso) o protagonista está em algum lugar diferente, trabalhando com algo completamente aleatório. Ele só quer aprender. Aprender sobre as atividades de seu trabalho, aprender sobre as pessoas (engraçado como ele largou a faculdade para aprender, fica aqui minha crítica ao ensino superior).

    Ao mesmo tempo que Kintaro é inteligente, ele é um completo idiota (e pervertido). Ao mesmo tempo em que ele é alguém de moral admirável, ele é um ser humano desprezível. Eu não quero ser o Golden Boy... mas eu quero aprender, quero viver e perseguir meus verdadeiros interesses, assim como o Golden Boy.

 

https://ptanime.com/wp-content/uploads/2017/08/Golden-Boy-OVA-Analise-paTV1.jpg 

 

Quando as cortinas se fecham...

    É quando o anime acaba que ele realmente começa seu plano maligno de derrubar o capitalismo. Ele começa na sua mente. Naturalmente começamos a nos questionar: o que estou fazendo com minha vida?  De quem é a mão que segura o volante? Sou realmente eu que estou no controle?

    Eu mesmo passei boa parte da minha vida cedendo o controle ao acaso (ou a outras pessoas): serei um bom aluno, serei um bom filho, serei um bom amigo. Trabalharei em algo que me trará dinheiro e status, serei o melhor, serei admirado. Por quê? Quem quero impressionar?

    No fim essa vida pertencerá a quem? Qual é valor de ser admirado por fazer algo que não gosta? Gradativamente, venho assumindo o controle e a sensação é ótima. Não vou correr atrás de um emprego na minha área de formação se ele não me interessa. Não vou agir de forma passiva para agradar aos outros. Não vou mentir para mim mesmo sobre quem eu sou.

    Continuo tendo vários problemas, claro, mas ao menos esses são meus problemas. Os sacrifícios que faço são meus sacrifícios.

    Golden Boy mostra que a vida pode ser sobre viajar para novos lugares, sobre se conectar com as pessoas, sobre correr atrás de seus desejos reais, sobre ajudar ao próximo (e ser ajudado), sobre criar memórias.

https://instigancia.blogspot.com/
Antes que me esqueça, esse anime é +18 (ou seria +16?)

 

Dizem que é o anime que nos faz querer largar tudo

    Não exatamente. Não é sobre largar tudo, é sobre abraçar tudo (o que realmente importa). Evidentemente, para abrir uma porta é necessário fechar outra. Logo, é preciso largar de lado tudo aquilo que for peso morto na vida para se permitir perseguir quem você realmente é.

    Não é sobre a destinação ou os objetivos, é sobre o caminho onde aprendemos, sorrimos e choramos. A jornada é onde está a vida de fato, não no desfecho.

https://instigancia.blogspot.com/
"Você não sabe de nada, né?"


Jornada do blog e os últimos 6 anos

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De 2014 a 2021

 

Vivendo e aprendendo

    Galera, muita coisa aconteceu desde aquele ano onde a Alemanha fez 7 a 1 na gente. 2014 foi ... 6 anos atrás?! Meu Deus! Agora está explicado porque tanta coisa aconteceu...

    Em 2014 eu era um jovem estudante, finalizando o ensino médio e me preparando para o vestibular. Minha vida era basicamente isso. Eu estava começando (tardiamente, admito) a ser adolescente: descobrindo o álcool e mulheres, mas essas descobertas não foram nem de longe muito profundas. Meu foco era a faculdade.

    Em 2014 eu era um bom aluno, falava inglês razoavelmente. Conseguia interagir com as pessoas de forma minimamente aceitável. Porém, não sabia me impor, não sabia demonstrar interesse no sexo oposto, não sabia administrar a ansiedade (o que viria a dar merda em 2016). Não sabia do que eu realmente gostava (ou quem eu era) e se soubesse não tinha culhões para aceitar e expor isso ao mundo. Eu não tinha muita confiança em minhas habilidades, exceto minha inteligência (leia-se habilidade em fazer provas). Não tinha coragem de conversar com as pessoas sobre tópicos mais pessoais. Eu era um amigo escroto e achava que o Lobo de Wall Street era alguém admirável.

    Tadinho... em 2014 eu tinha 18 anos, mas nem de longe era um adulto.

    Hoje tenho quase 25 e me considero um adulto, tenho muito a aprender ainda, claro. Mas já faço um bom trabalho.

 

Vivendo e aprendendo

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Impossível não lembrar de Golden Boy, quando se fala em viver e aprender (+18)


    Hoje sou a mesma pessoa, só que muito melhor. Vamos fazer uma lista rápida (mais ou menos cronológica) com coisas que me aconteceram no topo da minha mente:

  • Entrei em uma universidade federal (e me formei em Eng. Mecânica)
  • Aprendi a lidar com pedras no rim e refluxo
  • Tirei minha habilitação
  • Morei em outra cidade, em república
  • Tive ansiedade e ataques de pânico e aprendi a gerenciá-los
  • Melhorei meu inglês
  • Aprendi Francês
  • Aprendi a desenhar (e hoje ganho a vida com isso)
  • Comecei a desenvolver jogos (e meu trabalho hoje também envolve isso) 
  • Aprendi sobre investimentos e já juntei mais de 100.000 reais (isso merece um texto)
  • Finalmente fiz meu fucking intercâmbio (merece vários textos)
  • Fiz um estágio em uma multinacional na França
  • Descobri que (provavelmente) sou autista
  • Aprendi a interagir com as pessoas de forma mais significativa
  • Aprendi muito sobre mim mesmo, sobre minhas falhas e meus pontos fortes
  • Comecei a fazer terapia

 

    Agora estou aqui. Não vou mentir estou bem orgulhoso com maioria dos meus feitos. Estou feliz de finalmente ter assumido o assento de motorista (tanto figurativamente quanto literalmente). Não vivo mais sendo empurrado pela maré.

    Aha! Quem diria, né? Quem diria que tudo isso fosse acontecer? E agora? O que acontecerá nos próximos capítulos??


O que se encontra à frente?

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    Não tenho bola de cristal, mas tenho alguns nortes definidos. Infelizmente, nenhum objetivo que tenho é tão claro e avassalador quanto o intercâmbio foi (por outro lado, talvez isso faça de mim alguém mais equilibrado, menos unidimensional). Sem mais delongas, meus objetivos agora são:

  • Voltar a postar aqui e ver se dá futuro
  • Aumentar meu salário com arte
  • Continuar com meus investimentos
  • Começar a dar aulas particulares de inglês/francês, para melhorar minhas habilidades sociais ainda mais
  • Abrir a porta para relacionamentos (mantive essa porta fechada por muito tempo)
  • Ter minha própria casa, com minha própria decoração

 

    Acredite, tenho muito conteúdo  que pode render textos bacanas para o blog. Posso compartilhar:

  • Minhas interessantes experiências no exterior
  • O porquê de fazer engenharia ser uma furada
  • Ensinar dicas para aprender uma língua rapidamente e com menos sofrimento
  • Minhas visões sobre dinheiro e investimentos
  • Arte furry ou "tradicional"
  • Dicas de como ser um freelancer internacional
  • E é claro, meus pensamentos filosóficos sobre mim, sobre as relações interpessoais e sobre o universo (a qualidade vai ser melhor que os textos antigos, eu prometo)




sábado, 8 de maio de 2021

Como me sinto sendo um blogueiro famoso

Redescobrindo o blog

    Estava procurando um texto (ultra pessoal) que escrevi nos meus arquivos pessoais, mas não o encontrei. Foi então que me lembrei desse blog. "Vai que ele está aqui?", pensei.

    Adivinha só? O texto realmente estava aqui (ele ainda está, se você estiver disposto a caçá-lo). Como diabos eu tive a coragem de postar tantos detalhes pessoais publicamente?! Não sei; mas, para ser honesto, é um pouco relaxante ver parte de seu lado sombrio exposto (mesmo que da forma mais vergonhosa possível). Planejo continuar... tenho muitos textos que não viram a luz do dia no meu disco rígido. E sim, eles são super vergonhosos. Mas minhas reflexões nunca foram tão pertinentes. Os últimos anos foram intensos e é como se tivesse vivido 10 anos em 2 à lá Juscelino Kubitschek.


Milionário do vale do silício

    Ao voltar, algo chamou ainda mais minha atenção nesse blog: comentários! Pessoas leram meus textos e gostaram tanto que resolveram fazer comentários! (fico agradecido a todos os comentários e visualizações, mas talvez seja tarde demais para responder). Depois eu vi que meu blog tem visualizações constantes (eu já deveria saber disso, já que elas existem há alguns anos). Na época provavelmente e não devo ter dado muita bola, mas hoje em dia eu farejo oportunidades. Essas visualizações exclamam uma alternativa de fazer uns trocados!

 

Olha só que bonitinho! Ignorem a queda brusca recente, sejamos otimistas.

    Atualmente, eu já vivo de internet (Holy shit! Meu sonho se realizou e eu nem percebi?!), mas se esse blog passar a me gerar uns 50 dólares por mês (dólar hoje a uns 5,3 me dá 265 reais praticamente grátis), já seria um belo incentivo para fazer algo que eu nem precisava de incentivo para fazer, para início de conversa.


Não apenas flores

    Mas nem tudo são flores... na verdade, na minha vida até as flores têm espinhos embutidos. E agora não é diferente. Analisando os textos mais vistos temos:

  • 1º lugar: Texto sobre o preconceito contra os furries (engraçado só de ver o título)
  • 2º lugar: Bluey! (Preciso finalizar a segunda temporada, falando nisso)
  • 3º lugar: Quando pararei de fazer merda? (sério, galera? Esse texto é muito ruim)

    O que isso significa? Significa que os textos que falam sobre mídia geram mais interesse que os textos que falam sobre mim. Você pode estar pensando "É óbvio né, quem quer saber de um cara aleatório (e anônimo) da internet?".

    Mas os textos que são sobre mim, na verdade não são sobre mim. Eles são sobre a condição universal humana.

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Reflita enquanto encara a vastidão cósmica

    Enfim, vou continuar fazendo os textos de sempre. Talvez dando uma pequena otimizada para chamar atenção. Mas sempre mantendo esse estilo de escrita super mega informal, porque escrever de qualquer outra forma seria um saco.

Eu sei, eu sei; esses textos parecem terem sido escritos por um adolescente. Inicialmente eles realmente eram, mas aquele menino cresceu, amadureceu, arrisco dizer que até melhorou sua escrita... mas continua sendo retardado e isso fica evidente nas minhas palavras.


domingo, 28 de julho de 2019

Bluey, o desenho Australiano


                Esses dias eu descobri um desenho sensacional. Ele é um desenho sobre um cachorro-caixa de 6 anos que na verdade é uma cadela.

Figura 1: Blue, Bingo, mom e dad.

                Esse desenho é feito para criancinhas australianas e seus pais. Mas, de alguma forma eu caí no meio desse público alvo. Esse desenho me faz sentir coisas, sabe, coisa que as obras de arte deveriam fazer. Assim como o início de Clarence, esse desenho mostra muito verdadeiramente o que é ser criança. Mas, além disso, ele mostra o que é ser pai. Pela primeira vez senti empatia também pelo lado adulto.
                Depois de Aggretsuko, que mostra o lado dos jovens adultos que acabam de se inserir no mercado de trabalho, veio bluey, que mostra como é ser pai de duas crianças. Me sentir como adulto provavelmente é o que me torna oficialmente um adulto. Digo mais, ouso dizer que esse desenho me fez decidir: eu quero filhos!
                Pena que para isso eu ainda preciso encaminhar minha vida. Para ter filhos eu preciso fazer uma série de coisas:

  • Viver minha vida de solteiro (fazer intercâmbio, viajar pelo mundo);
  • Arranjar uma mãe para as crianças, obviamente (provavelmente a parte mais difícil);
  • Conseguir uma fonte de renda minimamente confiável com uma base de investimentos que dê a minha futura família suporte;
·         Ver o que é que vai dar com minha atual família.

                Algo interessante, esse desenho me dá vontade de criar uma família, mas não me ajuda a criar forças para manter minha atual. O que quero dizer com isso é que minha família está me dando trabalho. Ao mesmo tempo que preciso lidar com as 1490 coisas relacionadas ao intercâmbio, faculdade e carreira; eu preciso lidar com minha mãe que está arrumando mil tretas sobre nada, meu pai que vez ou outra toma atitudes completamente insanas. Eu sinto que devo algo a eles, uma vez que eles tiveram o trabalho de me criar, mas de onde eu tiro a energia para fazer isso??
                Eu sou muito egoísta? Olha só o que eu consideraria um caminho de sucesso:
  • Fazer intercâmbio, conhecer vários lugares e pessoas, deixar meu Instagram fazendo minha vida parecer ser perfeita;
  • Voltar ao Brasil, terminar a faculdade, meu jogo. Arrumar um emprego ou estágio, ver minha família uma última vez (como cidadão do Brasil);
  • Conseguir uma proposta de emprego no exterior e me mudar para França/Suiça/Luxemburgo/Alemanha/Irlanda/Canadá/Nova Zelândia/Austrália ou algum outro país foda.
  • Me casar com minha namorada que conheci no intercâmbio ou nesse novo país;
  • Ter uma família feliz e contente;
  • Visitar o Brasil uma ou duas vezes ao ano, sendo aquele parente foda e raro que só aparece de vez em quando.

                Se eu queria viver com meus pais? Não me parece muito bacana... claro que não vou jogar eles num asilo, mas seria ótimo se eles puderem viver em uma casinha na minha rua, onde eles passam sei lá, só o verão (para não dar tempo da gente brigar). Assim a gente podia ir lá para o almoço, as crianças podem passar a tarde lá, etc. Acabando o verão, eles voltam ao Brasil e ficam por conta da Vanessa nos outros 6 meses. Justo, né?
                Mas, talvez o maior desafio será encontrar uma esposa bem ajustada no mundo de hoje dado o meu sex appeal nível chorume master. Existem muitas dificuldades a serem enfrentadas. Como:

·         Sex appeal nível chorume master;
·         Eu só me interesso por um número muito pequeno de pessoas;

                Só isso? Eu devo ter esquecido dos outros problemas, afinal já passaram das 10 da noite e estou com sono.
                Enfim, por hora eu preciso fazer o meu intercâmbio da melhor forma possível, investindo tanto na minha carreira quanto na minha vida social. Depois disso eu preciso descobrir onde meus hobbies artísticos vão se encaixar na minha vida. Além disso, preciso descobrir como vou deixar o Brasil...
                Já deu para perceber que há ainda um loooongo caminho a percorrer e, ao mesmo tempo, meu prazo não é tão longo. Então o que preciso fazer no momento é saber priorizar o que for mais importante e aproveitar a jornada, que na verdade se trata da minha vida. Existe uma grande chance de coisas que eu escrevi nunca acontecerem. Mas, se esse for o caso, ainda existem várias variações de uma vida significativa. Até porque tem muita gente com família, carreira e dinheiro que no fim termina miserável (emocionalmente).



Viu só por que eu gosto tanto desse desenho? Ele me faz pensar sobre a vida.

Ps: Provavelmente Bluey não está disponível no Brasil, mas reza a lenda que ele vai para o Disney+.
Ps2: Esse texto inicialmente só ia para minha pasta de textos particulares, quem sabe isso não significa que ele ficou mais autêntico?
Ps3: Se você fala autraliano, dá para encontrar episódios online. (Dica: autraliano = inglês, só que com sotaque mais legal)
Ps4: Ainda está muito caro, não comprarei. (Desculpa pela piada bosta)

A triste inércia

   Você já passou pela seguinte situação:
   Você está num ônibus viajando, olhando pela janela você começa a pensar na sua vida e no que você pode fazer quando "voltar pra vida real", por que você sabe é impossível tomar qualquer ação significativa durante uma viagem... né ?

   A questão é que você sai planejando tudo na sua cabeça e as coisas começam a se encaixar e você começa a se sentir empolgado pra viver essa nova vida que vai começar logo após você pisar fora do ônibus. Mas aí, no fim das contas, você percebe que já é a vigésima vez que você faz aquela viagem e já é a vigésima vez que você teve aqueles pensamentos que mudariam a sua vida.

   Pois é, nem preciso dizer que isso não acontece apenas dentro do ônibus, isso acontece a todo momento. E, apesar de eu me sentir feliz e otimista, no fim das contas tudo aquilo foi inútil.

   Acho que nós humanos viemos com um defeito de fábrica, um bug, que faz com que os planejamentos soem incríveis enquanto as ações não podem ser feitas. Uma vez que finalmente podemos colocar o planejado em prática, as coisas já não parecem tão interessantes.

   Se eu estou escrevendo sobre isso, então eu tenho alguma solução para o problema, certo ?

   Foi mal, mas não vai ser dessa vez. Vamos apenas reconhecer os fatos e seguir em frente com a vida, que talvez nem esteja precisando tanto assim de mudanças.

domingo, 30 de setembro de 2018

Quem sou eu?

  Hoje eu estava pensando em comprar uma camisa do Snoopy. Afinal, todo mundo sabe que Snoopy é legal. Mas então eu fiquei com a dúvida "será que isso refletiria minha identidade?".
  Ultimamente eu me olho no espelho e vejo um eu um pouco diferente. Depois de alguns meses levantando livros (vai dizer que você LÊ os livros?), eu tenho a impressão de estar com um aspecto menos "fino". Eu me pergunto se eu gosto do novo eu, afinal eu estava perfeitamente feliz sendo magro e toda essa história de levantamento de livros não passa da manifestação das pressões sociais em mim. Logo, estar forte, objetivamente significa que fui fraco.
  No entanto, apesar de logicamente não fazer sentido, eu gosto dos resultados. Então fica minha honesta dúvida: o que isso significa?
  Ser uma mera marionete da sociedade nem sempre é ruim?

Enfim, voltando ao que importa, usar uma camisa do Snoopy combina comigo? Não consigo sequer responder a esta pergunta.

Quem sou eu?

Sou inteligente ou burro?
Sou esperto ou sonso?
Sou feio ou bonito?
Sou excêntrico ou careta?
Sou másculo ou afeminado?
Gosto de artes ou de ciências?
Sou útil ou incompetente?

  A verdade é que fico oscilando entre essas categorias a todo o momento. Ora sou inteligente, ora sou um imbecil; ora sou excêntrico, ora sou careta... e assim por diante.
  Mas então onde fica minha identidade? Como posso me definir? Será que a personalidade é apenas uma ilusão?

  Parece que encontrei um muro filosófico o qual não tenho poder mental para ultrapassar. Não sei como lidar com isso, logo vou jogar minha carta curinga: niilismo.

  Foda-se a identidade, se eu estiver com vontade de usar a camisa do Snoopy eu a uso. Pra que complicar as coisas com essas perguntas?
  A quem estou enganando, adoro fazer essas malditas perguntas.



quinta-feira, 26 de julho de 2018

Aprendizado cíclico/ Planejamento da vida

(Acabei escrevendo dois textos desconexos entre si, sem querer, então resolvi separá-los para parecer que sou menos desajeitado quando o assunto é escrita)

TEXTO I - Aprendizado cíclico

  Sabe o que eu acho decepcionante?

  Aprender algo que eu já sabia.
  Eu tive um ótimo fim de semana, daí quando ele acabou eu me perguntei: como posso ter outros ótimos fins de semana?
  Infelizmente, meus ótimos fins de semana são criados por variáveis fora de meu controle: eu não consigo ter um ótimo fim de semana sozinho no quarto (apesar de ele poder ser razoavelmente bom).
  Foi aí que eu re-descobri que eu preciso de outras pessoas para me sentir feliz. Por mais que eu tente negar, ainda sou um ser social.
  Quando foi que eu tinha me esquecido de algo tão óbvio assim? Quando eu descobri que não gostava das festas universitárias, e precisava de alguma justificativa para me sentir melhor ao não ir nas mesmas. Foi uma manobra mental difícil, eu tive que me enxergar como um ser antissocial de novo para aceitar que não gostava de festas. Porque a minha ideia de que era um ser socias Lendo isso em palavras pode parecer estranho, mas aposto que a mente de vocês também funciona assim.
  Nem preciso dizer que essa manobra trouxe diversos efeitos negativos. Eu me isolei mais do que precisava. Mas, hoje vejo que ainda houve evolução. Porque agora entendo que eu sou um ser social, mas não preciso me forçar a ir a lugares que eu não quero. Mais uma descoberta super óbvia, não é? Na verdade não. Essa frase é apenas um resumo de minha experiência, dizê-la por si só não me agrega nenhum valor, o importante é realmente entendê-la com todas as suas implicações na vida.

TEXTO II - Planejamento da vida



  Eu estou (novamente) num ponto crítico na minha vida, onde estou terminando a faculdade e preciso fazer decisões. Mas, diferentemente do meu eu do ensino médio, agora eu tenho 4 anos a mais de experiência (Uau!), pode parecer pouco, mas nesse período eu aprendi tanta coisa.

- Eu aprendi o que é morar longe dos pais e ter que se virar;
- Eu aprendi o que é ver um sonho seu ir por água abaixo quando tudo indicava que daria certo, por culpa do acaso;
- Eu comecei a sentir o peso da vida adulta se formando em meus ombros;
- Eu me conheci muito melhor;
- Eu aprendi que os mais velhos nem sempre têm razão e, consequentemente, a arriscar e seguir minha intuição mais vezes;
- Aprendi que a natureza não é justa nem injusta, é apenas a natureza.

Com isso tudo em mente meu plano de ação para o futuro próximo é.

- Fazer intercâmbio na França e tentar conseguir um emprego lá;

Caso não consiga o intercâmbio de novo:

- Encontrar um estágio bom e me formar logo;
- Procurar emprego enquanto estudo para a prova da Petrobras;

Simultaneamente a isso tudo, começarei (na verdade já comecei) a poupar dinheiro e investi-lo, para não precisar passar a vida inteira correndo atrás dele.

Além disso tudo, estou começando um projeto de melhoramento de habilidades básicas (que vergonhosamente ainda não domino).
O que são essas habilidades? Eu as considero: Intelecto, oratória, aparência e dinheiro (sim, estou chamando essas coisas de "habilidade").
 Para começar, eu sou NULO em oratória, desleixado na aparência, meu intelecto precisa de alguns ajustes aqui e ali e além disso sou POBRE.
Por ora, vou focar na oratória, já que ela vai me ajudar em entrevistas de emprego e consequentemente na habilidade "dinheiro".
A aparência também ajudaria, mas minha oratória está em um nível muito aquém do aceitável. Logo, melhorar minha aparência não vai ajudar em nada enquanto eu for mal articulado.

Pensando com números, por que eu adoro números, meu perfil seria:

Oratória: 20% (se comunica com dificuldades)
Aparência: 50% (não se destaca negativa ou positivamente)
Intelecto: 70% (Possuo boa inteligência emocional, mas ainda lido com alguns desajustes vez ou outra)
Dinheiro: 0,2% do meu objetivo 1: Sobrevivência financeira.
GERAL: 20% (Que é o valor mais baixo, desconsiderando Dinheiro.)

Eu enxergo o geral como 20%, uma vez que minha oratória segura todo o resto. O dinheiro afeta as outras áreas de forma mais complicada. Então eu o desconsidero nessa análise.

Meus planos são chegar aos 70% ou 80% em todas as áreas (chegar ao 100% provavelmente significaria melhorar uma área em detrimento de outra, pelo menos nesse momento)

Uma oratória nesse nível me faria uma pessoa muito bem articulada, talvez não no nível POLÍTICO, mas já seria o suficiente para argumentar bem com as pessoas e para flertar com estilo.
Uma aparência em 70% (talvez 80% seja biologicamente impossível) significaria um indivíduo com uma apresentação agradável, que passe confiança dentre outros sentimentos positivos aos outros.
Um Dinheiro em 80% é o que eu chamaria de rico, posso viver muito bem de renda, posso viajar para outros países sem problemas, mas sem nenhum iate ou voos de primeira classe, ou seja, me tornaria o tio rico da família.
Intelecto em 80% é quase o que eu já tenho: Boa inteligência emocional e senso crítico. Sem nenhuma doença psicologia (isso é muito importante) e com capacidades neurológicas afiadas, isto é, posso aprender coisas sem grandes dificuldades, minha memória funciona direito, etc.

Então pessoas, por ora é isso. Agora me resta ler esse texto em voz alta para treinar minha oratória. E vocês? Como seriam seus status?

domingo, 24 de junho de 2018

Reflexões sobre como ver a vida objetivamente

  Bom dia a todos! (Acredite ou não há pessoas que leem esse blog).

  Faz um tempão que eu não faço um texto aqui. Então , vou escrever mais um texto que parece sensato agora,mas que será terrivelmente vergonhoso dentro de alguns meses (assim como todos os outros textos).

  Ontem, antes de dormir eu estava pensando em como eu via muitas coisas emocionalmente e percebi que ver as coisas desse jeito geralmente acaba dando merda.

Existem varias pequenas coisas que parecem ser empolgantes na minha mente, porém nom mundo real...
Por exemplo:

  Quando eu pensava em virar um artista online e criar um Patreon:
  • Desenhar é legal e ganhar por isso mais ainda. A verdade existem 145632 artistas na internet, todos melhores do que eu.

  Quando eu penso em ficar rico desenvolvendo jogos online:
  • É muito difícil fazer as pessoas saberem que você existe. (porque existem outros 145632 desenvolvedores de jogos)

  Quando eu penso em largar a engenharia e trabalhar com alguma coisa que eu seja apaixonado:
  • Paixão não dura muito e logo o trabalho viraria só um trabalho mesmo.
  • Atualmente, ser engenheiro é o caminho mais fácil de "ser bem sucedido na vida", já que é uma das poucas que sou melhor que a média.

  Quando eu gosto de alguém:
  • Muitas vezes sei que na verdade eu gosto mais da versão idealizada dela na minha mente do que de quem ela é de fato. Ou seja, impossível que dê certo, mesmo dando certo.
 
Quando eu tenho um sonho:
  • Eu fiquei devastado quando minha bolsa "quase-garantida" de intercâmbio não aconteceu.


  Eu estou praticando um exercício muito duro: começar a me avaliar como quem eu realmente sou, enxergar que não sou secretamente um gênio e que minha vida não necessariamente é um filme com final feliz e, além disso, analisar as situações analiticamente.

  As vezes o seu sonho vai por água abaixo. A culpa talvez sequer seja sua, você fez a sua parte. Mas circunstancias exteriores a você acabaram estragando tudo.
  As vezes o melhor caminho é desistir, por mais que a TV diga o contrário.

  Em vez de seguir seu coração, siga as estatísticas: a chance de sucesso é maior para aquele que tenta varias vezes coisas diferentes em comparação com aquele que segue um único objetivo cegamente (muitas vezes impossível).

  Voltando a falar de mim...
  Não estou dizendo que vou viver a vida como um computador, apenas calculando quais oportunidades em maior chance de darem certo e foda-se o que meu coração diz. O que eu vou fazer agora é analisar se essa atividade que estou me empenhando vai de fato me trazer frutos. E vou buscar planos B, C, D e E.
  Por exemplo, o intercâmbio não deu certo. O que eu posso fazer em relação a isso? Procurar outras bolsas, buscar vagas de emprego no exterior para quando eu me formar, juntar dinheiro para apenas viajar para o país ou simplesmente desistir...

  Dava para escrever mais sobre isso, mas eu tenho que parar de enrolar e estudar para a prova de amanhã (eu sempre acabo refletindo sobre a vida em vésperas de prova).

  Até a próxima ;)

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Voltei com decepções para contar!

Hey! Sou eu de novo! Eu não esqueci do meu blog, só perdi completamente o interesse nele...

Mentira, na verdade eu comecei a fazer um jogo e acabei focando nele, depois comecei a aprender francês pra um intercâmbio... e por aí vai...

Exceto pelo fato que não foi. Paremos na parte do intercâmbio. Cagaram com toda a minha chance de fazê-lo. E é por isso que estou aqui hoje.

Eu queria muito fazer esse intercâmbio, para isso deveria ser um dos bolsistas contemplados pela gloriosa bolsa de 870 euros mensais pela CAPES.
Então eu passei meses estudando as formas de melhorar minhas chances: precisava falar bem o francês, ter boas notas e um bom currículo. E foi o que eu fiz: melhorei minhas notas, comecei a fazer aulas de francês (estudava em casa também) e comecei a fazer uma iniciação científica sem bolsa - só pelo currículo.
Sacrifiquei boas horas que poderia ter dedicado no desenvolvimento do meu jogo. Mas tudo bem, por que o intercâmbio faria tudo valer à pena.

Agora só faltava passar na prova de francês (TCF). Eu estava MEGA ansioso para fazer essa prova, para se ter uma ideia, a primeira vez que perdi o sono por causa dessa prova foi UM ANO antes dela de fato acontecer. Minha ansiedade não atingia níveis tão altos desde o meu final de período de 2016.
Essa segunda feira foi a prova. Eu temia o pior. E se eu passar mal durante a prova? E se eu for assaltado e perder minha identidade? E se?
Segunda feira chegou e eu estava incrivelmente calmo (talvez por causa dos calmantes que tomei secretamente). Eu fiz a prova e provavelmente fui bem (ainda não chegou o resultado). As coisas parecem muito piores na minha cabeça (Lembrar disso na próxima vez que estiver ansioso com alguma coisa).

Então essa semana eu não estava andando e sim flutuando. Aproveitava meu tempo com meus amigos do Brasil, por que logo estaria na França comendo fromages e baguettes.
Tudo estava perfeito. Minha concorrência era inexistente, já que o responsável pelo BRAFITEC na minha Universidade não havia publicado nenhum edital ainda então os outros estudantes sequer sabiam que era necessário um diploma oficial da Aliança Francesa esse ano. Eu só soube pelos editais de outras universidades.
Tudo parecia perfeito, até que me dizem que o prazo de envio das inscrições com o diploma do TCF era até hoje. De repente, minhas 80% de chance de ir pra França caíram para 0,1%. E agora aqui estou eu lamentando no meu blog abandonado.

A história é um pouco mais revoltante que isso, mas vou me conter e apenas deixar implícito que a culpa foi de alguém que não seja eu. (Pra ser sincero, se eu não conseguir B1 na prova a culpa se torna minha, mas provavelmente vou conseguir B1 ou B2)

Mas eu não estou escrevendo esse texto (apenas) para expressar minha raiva. Quando a vida te fode, você tem a chance de aprender algumas coisas.

Coisas que eu aprendi:

- Não queira algo muito muito forte. Não há garantia de que você vai conseguir isso, e no fim só vai te causar sofrimento. Você pode sonhar, mas não deve se tornar obcecado;
- Depender dos outros é uma porcaria (ok, já sabia essa);
- É impossível garantir que algo vá dar certo;
- Fazer a prova foi muito tranquilo, mesmo com toda a pressão que eu joguei em mim mesmo;
- Ter seu sonho destruído não é tão ruim quanto eu esperava (eu estava com um pouco medo de me tornar suicida, sério);
- Sério, as projeções que faço de "como vou me sentir se/quando..." são muito exageradas.


E agora? Agora só quero me formar logo. Minha vida parou e eu estou tentando dar um novo significado pra ela.

*Desculpa pelo texto mal escrito, queria fazer algo bonitinho pra dizer "olhem pra mim eu sou inteligente, olhem meu texto!", mas isso requer um tempo que não estou disposto a gastar. Ao menos vocês ficam com um texto sincero.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Quando pararei de fazer merda ?

  E aí pessoal ? Vocês ainda estão aqui ?

  Não ?!
  ... Ah é vocês nunca estiveram aqui.

  Anyway, eu sei que tem um tempão que não posto nada e eu tenho uma explicação:

  Eu estou fazendo um jogo, e esse projeto está me consumindo muito tempo. Eu não posto nada sobre ele aqui porque caso ele faça sucesso, não quero que as pessoas associem esse blog com o "eu" da vida real.

  Voltando pro assunto principal...

  Agora a pouco eu resolvi colocar pra tocar Black Eyed Peas no meu pc, tem um quase um ano que eu não ouço eles porque eu simplesmente me enjoei deles.
  Mas vocês sabem o que acontece quando você põe uma música que você costumava ouvir pra tocar, neh?

  Flashback.


  A música me levou direto pra esse mesmo período do ano, só que ano passado. Naquela época eu estava morando em uma cobertura super foda e também estava fazendo outro jogo (só que esse foi bem bosta).
  Eu não consigo explicar muito bem, mas eu sinto aquela sensação incrível daquela época. Vou tentar explicar:

  Eu passava o dia sonhando em como minha vida seria quando meu jogo me tornasse milionário (o que obviamente não aconteceu). Eu chegava em casa, naquela cobertura incrível olhava a cidade de cima imaginando no dia em que eu teria minha própria cobertura.
  Eu morava ao lado do supermercado de lá (isso era muito importante pra mim), então eu não precisava de me preocupar em passar no mercado no caminho de casa. Além disso, eu sempre tinha alguma coisa bacana pra comer.
  Outra coisa que era incrível: meu horário. Ele era perfeito: segunda cheia, nenhum outro dia com aula depois das 4 horas e uma sexta-feira faltavel. (eu morava perto da rodoviária, by the way).
  Mais uma coisa: o cheiro. A casa tinha um arzinho bom, um jeito de verão bom, tipo aquela sensação de praia só que adaptada pra Viçosa (uma das poucas cidades do Brasil em que o verão tem uma vibe boa).
  Mais outra coisa, durante a mudança a dona da pensão pediu ajuda pra umas parentes dela, e uma delas era ótima. Ela não era bonita a primeira vista, mas depois de algumas horas alguma coisa acontecia. Perfeita MILF.
  Ah ! Mais pro fim do ano foram morar umas meninas lá em casa, e era muito bacana, porque eu podia conversar com elas quando quisesse (e não conversar quando não quisesse). E elas eram o que faltava pra fechar a cota de socialização. Fora que pelo fato de elas serem mais novas elas tinham aquele jeito irritante-bacana.

  Tudo era ótimo (exceto a internet). Mas ei ainda assim decidi me mudar. Mesmo contra a vontade dos meus pais. Por que ?
  Só porque eu queria ser mais maduro (?) ou algo assim.
  Só porque eu não tinha intimidade em casa.

  Sim, lá tinha seus pontos ruins, eu compreendo perfeitamente. Mas nossa, bateu uma saudade boa agora...
  Espero que eu me lembre da faculdade como eu me lembro daquela época.

  *Detalhe: não sinto saudades da primeira casa. Acho que é por que eu associo ela a minha crise renal e o refluxo. (tive uns dias ruins lá...)

Esse texto tem mais o perfil daqueles que eu deixo apenas como rascunho por ser muito pessoal. Mas, como não posto nada a séculos...

**Não revisar ele, então pode haver alguns erros bem escrotos.